Seminário Regional debate o desenvolvimento do Grande Oeste Catarinense e fortalece a formação de lideranças populares
- 26 de jun.
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Por: Jaine Fidler Rodrigues
No último dia 20 de junho, a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) sediou o Seminário Regional da Turma 01 – Oeste e Extremo Oeste, reunindo multiplicadores e multiplicandos em um ambiente de intensa participação. Com o tema "O Desenvolvimento do Grande Oeste de Santa Catarina", o encontro foi muito além de uma simples palestra: transformou-se em um espaço vivo de reflexão crítica, proposição de alternativas e valorização das experiências territoriais.

A condução dos debates ficou a cargo dos professores Pedro Uczai e Antônio Inácio Andrioli, que, com sua experiência acadêmica e compromisso com a educação popular, guiaram as discussões em torno de eixos centrais como desenvolvimento regional com justiça social, participação cidadã e construção autônoma de projetos para os territórios.
“Além dos momentos de formação e diálogo, o seminário foi marcado por expressões culturais que enriqueceram a programação e fortaleceram a integração entre os participantes. O entusiasmo e a satisfação demonstrados ao final do evento evidenciaram o sucesso da iniciativa e a relevância dos temas abordados”, afirmou o coordenador territorial do Oeste e Extremo Oeste do PEPS, Daniel da Silva.
Ainda de acordo com Daniel, o seminário representou um momento de consolidação do processo formativo desenvolvido pelo PEPS 02 junto aos Núcleos de Aprendizagem Popular (NAPs), pois os princípios da educação popular como instrumento de formação cidadã e transformação social foram reafirmados.
Fortalecimento de lideranças do programa
Os seminários são oportunidades de desenvolvimento pessoal e de liderança para cada uma das pessoas envolvidas no PEPS. Os aprendizados mostram que as experiências práticas agregam em nível de experiência e conhecimento. O articulador territorial, Maicon Telles Szczygel conta que estar à frente da organização do evento foi desafiador e animador.
“Sempre estive no meio acadêmico e organizei momentos parecidos, mas sempre com foco científico. Pensar um seminário no âmbito da educação popular me trouxe uma nova visão sobre como engajar o público. Unir o conhecimento através de palestras e a cultura popular por meio da participação dos atores culturais da região foi um sucesso. Percebi como o público realmente participou e prestou atenção”, relata.
De acordo com Maicon, o tema escolhido pela turma Oeste e Extremo Oeste gerou várias compreensões pertinentes. “Temas como desenvolvimento e soberania, violência contra a mulher, romantização da rotina dura de trabalho e da meritocracia foram assuntos importantes tratados, pois são intrínsecos à nossa região”, afirmou.
O articulador concluiu o seminário com sentimento de orgulho: “A academia pode estar mais próxima das pessoas. A educação popular também é fazer ciência; as experiências de cada um são muito importantes. Senti-me um professor completo ao poder proporcionar um espaço tão rico de debates, ideias e conhecimento, junto dos meus colegas”, finaliza.
Participação Social
O projeto PEPS representa um importante espaço de participação, diálogo e valorização de toda a diversidade de etnias, raças e gêneros que existe em cada território. Para a multiplicadora indígena Iara Kaingang, o evento foi essencial para evidenciar o papel do PEPS para seu povo. “A participação dos povos indígenas nesses projetos é fundamental, pois contribui para a luta e a garantia dos direitos coletivos, respeitando a organização social, a cultura, os costumes e as tradições de cada povo”, destaca.
É a partir desses espaços que se consolida a consciência de que os direitos indígenas são coletivos e não individuais, pois pertencem a todo o povo. “A participação contínua dos indígenas nesses espaços fortalece a luta pela defesa dos direitos conquistados e pela busca de novas garantias para as futuras gerações”, conta. Iara sente que o PEPS é um espaço onde os indígenas podem ser ouvidos e respeitados. “Gostei muito de participar do seminário. O que mais me chamou atenção foi a troca de experiências e a oportunidade de conhecer diferentes pontos de vista sobre os temas abordados. Também gostei muito do espaço destinado à cultura da nossa região, que valorizou aspectos importantes da nossa identidade e história”.
“Ao fortalecer a formação de lideranças comprometidas com suas comunidades, o programa contribui para que homens e mulheres atuem de forma crítica e participativa em seus territórios, construindo coletivamente propostas que promovam o desenvolvimento, a cidadania e a transformação social do Grande Oeste Catarinense”, concluiu o coordenador Daniel da Silva.




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