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PEPs provoca turmas a ler a realidade 

24 de ago.
2 min de leitura

A transformação social acontece com compreensão


Por: Jaine Fidler Rodrigues


Como cidadãs e cidadãos, muitas vezes seguimos nossos dias sem prestar atenção em informações e fatos que retratam a sociedade. No Programa de Educação Popular e Participação Social (PEPs), o ensinamento é claro: é importante saber e desenvolver a vontade de participar de decisões que podem transformar a realidade de nossos territórios.


Segundo o multiplicador Paulo Maurício França, da Turma Chica Pelega e Neja Jacinta, de Caçador, Região do Contestado, foi no PEPs que ele entendeu a importância de conhecer os dados municipais, estaduais e nacionais. “Por exemplo, a minha região é uma das mais pobres de Santa Catarina. Com o PEPs a gente aprende a ver a importância dos números e passa para os demais. As pessoas precisam saber o que está sendo feito, o que não está, o que precisa melhorar. É uma coisa assim que não dá vontade de parar”, afirma.


Ampliação de consciência social

“O que percebemos durante a segunda edição do PEPs foi que não é possível construir políticas públicas sem conhecer profundamente o território.” Ao afirmar isso, Paulo retrata como a educação popular ensina a analisar a realidade de cada território para entender o que precisa ser feito e como deve ser feito.


Durante a realização do programa, o multiplicador percebeu que muitos moradores já conhecem os problemas da comunidade, mas não sabem como acessar seus direitos ou participar dos espaços de decisão. “Foi justamente essa percepção que o NAPs trouxe”, conta.


Com a finalização das etapas, a intenção é continuar fortalecendo as ações por meio da educação popular, da formação de lideranças e da ampliação dos espaços de participação. “A gente acredita que a transformação social não é algo imediato, mas ela precisa ser construída coletivamente, por meio do diálogo e da organização”, destacou.

Especialmente porque a turma segue o exemplo das lideranças femininas que dão nome ao grupo. A trajetória de Chica Pelega evidenciou que a transformação da realidade exige coragem e consciência social.


“A Chica Pelega foi uma espécie de curandeira e se tornou uma liderança durante a Guerra do Contestado, defendendo a comunidade dela. Isso daí não é pouca coisa. É preciso reconhecer e enaltecer essas lideranças femininas que servem de exemplo para nós hoje em dia”, destacou.


Ao concluir esta segunda edição do PEPs, o multiplicador resume a experiência em conscientização. Paulo conta que se sente feliz. “A gente encontra um monte de pessoas que também têm pensamentos semelhantes — isso dá força para a gente continuar”, concluiu.

 
 
 

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